terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Capitulo 2 – A viagem




Estava adormecido e me lembro que eu sonhava, e no meu sonho havia uma pessoa que se aproximava de mim e percebi que era uma bela mulher, sua voz era doce, nunca tinha visto criatura mais bela, seus cabelos eram pretos como o céu em noites sem estrelas, seus olhos eram da cor do mais refinado mel e seu sorriso celestial alegrava o meu coração ao contempla-lo . E quando a bela jovem estava perto de mim ela aproximou-se seus desejados lábios aos meus, e quando eu ia provar do seu sabor... Eu acordei.
   E antes de reclamar por ter acordado em um momento tão agradável, me dei conta do que tinha acontecido, E levantei-me assustado e com grande desconfiança, pois já não estava na caverna.
--- Como me acharam? E como me trouxeram até aqui?
Pensei, e percebi que estava repousado debaixo de uma grande arvore, os raios solares passavam pelas falhas das folhas e tocavam suavemente em meu rosto. Eu estava a quilômetros de distancia da montanha branca, isso me levou a pensar que era impossível alguém me carregar por uma perigosa montanha e ainda por uma grande distancia. E quando olhei para meu corpo notei que as marcas deixadas pela queda no despenhadeiro não estavam ali, eu estava completamente restaurado.
--- Será que tudo isso não passou de um sonho? Como o que acabei de ter com aquela bela jovem misteriosa?
    Só tinha duas opções em minha mente, era a possibilidade de ter sido um mero sonho ou eu estava ficando louco.
--- Eu estou insano a ponto de delirá inconscientemente até aqui?
Mas não tinha nenhuma pessoa que testemunhasse a minha duvida para responder minhas perguntas.
   Mas algo dentro de mim me deu um tipo de segurança e dizia que tudo aquilo foi real, eu não podia ouvir, mas sentia.
Aquela sensação me dava animo e era mais forte do que as minhas duvidas.

   “Tu não morrerás até que encontre o verdadeiro amor” o que aquela voz me disse, me fez refletir e tentar entender que verdadeiro amor seria. Isso me deu forças para seguir essa missão pessoal.
   Eu sabia o que eu iria procurar não estava em Tallinn, e nada estava em meu caminho eu estava muito determinado, todo o meu passado parecia ter sumido, família, minha casa... Nada disso era capaz de me segurar, nada mais importava só o que aquela voz me disse era que me motivava.
   Quando eu havia fugido no dia passado eu carregava comigo uma bagagem comigo com roupas, um pouco de comida e uns trocados.
   E por mais que eu gostasse de minha morada eu sabia que jamais retrocederia para tal. Coloquei a mochila em minhas costas e parti.
Além das montanhas, além dos pântanos e florestas...

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