Estava adormecido e me lembro que
eu sonhava, e no meu sonho havia uma pessoa que se aproximava de mim e percebi
que era uma bela mulher, sua voz era doce, nunca tinha visto criatura mais
bela, seus cabelos eram pretos como o céu em noites sem estrelas, seus olhos
eram da cor do mais refinado mel e seu sorriso celestial alegrava o meu coração
ao contempla-lo . E quando a bela jovem estava perto de mim ela aproximou-se
seus desejados lábios aos meus, e quando eu ia provar do seu sabor... Eu
acordei.
E antes de reclamar por ter acordado em um
momento tão agradável, me dei conta do que tinha acontecido, E levantei-me
assustado e com grande desconfiança, pois já não estava na caverna.
--- Como me acharam? E como me
trouxeram até aqui?
Pensei, e percebi que estava
repousado debaixo de uma grande arvore, os raios solares passavam pelas falhas
das folhas e tocavam suavemente em meu rosto. Eu estava a quilômetros de
distancia da montanha branca, isso me levou a pensar que era impossível alguém
me carregar por uma perigosa montanha e ainda por uma grande distancia. E
quando olhei para meu corpo notei que as marcas deixadas pela queda no
despenhadeiro não estavam ali, eu estava completamente restaurado.
--- Será que tudo isso não passou de
um sonho? Como o que acabei de ter com aquela bela jovem misteriosa?
Só tinha duas opções em minha mente, era a
possibilidade de ter sido um mero sonho ou eu estava ficando louco.
--- Eu estou insano a ponto de delirá
inconscientemente até aqui?
Mas não tinha nenhuma pessoa que
testemunhasse a minha duvida para responder minhas perguntas.
Mas algo dentro de mim me deu um tipo de segurança
e dizia que tudo aquilo foi real, eu não podia ouvir, mas sentia.
Aquela sensação me dava animo e
era mais forte do que as minhas duvidas.
“Tu não morrerás até que encontre o
verdadeiro amor” o que aquela voz me disse, me fez refletir e tentar entender
que verdadeiro amor seria. Isso me deu forças para seguir essa missão pessoal.
Eu sabia o que eu iria procurar não estava
em Tallinn, e nada estava em meu caminho eu estava muito determinado, todo o
meu passado parecia ter sumido, família, minha casa... Nada disso era capaz de
me segurar, nada mais importava só o que aquela voz me disse era que me
motivava.
Quando eu havia fugido no dia passado eu
carregava comigo uma bagagem comigo com roupas, um pouco de comida e uns
trocados.
E por mais que eu gostasse de minha morada
eu sabia que jamais retrocederia para tal. Coloquei a mochila em minhas costas
e parti.
Além das montanhas, além dos
pântanos e florestas...

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